Twitter, Facebook, Orkut. As redes sociais fazem parte do nosso dia-a-dia de tal forma que, talvez , a gente nem saiba mais como viver sem elas.
Além de um número cada vez maior de usuários engajados, empresas também tem se beneficiado do turbilhão de informações fornecidas de bandeja pelos seus clientes, através destas novas mídias.
Fóruns criam clubes do vinho x, y ou z para discutir sobre a melhor combinação e temperatura ideal para servir. Comunidades no Orkut clamam pelo produto “tal” que foi tirado de linha, pedindo que ele volte a ser fabricado. Enfim, grupos de pessoas se organizam diariamente em torno de interesses em comum.
E como estas redes sociais transformam seu negócio em algo rentável? Com anúncios gráficos e links patrocinados. Sinceramente eu não entendo!
Eu iria gostar muito de ter uma maneira rápida e organizada de buscar um catálogo com todas as comunidades do Orkut relacionadas a um assunto de interesse de minha empresa, saber a quantidade de participantes, o perfil destas pessoas, quais são os outros interesses desses grupos e o que eles andam falando por aí. Se eu não precisasse gastar horas pesquisando eu seria capaz de pagar por um serviço como este. O Facebook poderia informar quais aplicativos foram mais utilizados e por que tipo de gente. O Twitter poderia informar diariamente num relatório quantas vezes determinada marca foi mencionada.
E para os usuários? Também tem muita coisa que pode ser feita! Por exemplo, oferecer diversos níveis de serviços Premium, cobrados de quem tivesse interesse. Essa semana mesmo muita gente pipocou depois que o Twitter decidiu restringir a visualização de mensagens @replies para os usuários e seus seguidores . OK: se existem usuários que querem ler o @replies de quem elas nem seguem, isso pode ser um serviço Premium para ampliação do network, já que acabamos encontrando muita gente através desta troca de mensagens.
Falar é fácil, eu sei! Existe uma série de barreiras éticas que precisam ser analisadas e limites que precisam ser regulamentados até por que o objetivo de uma rede social está longe de ser o de prover empresas e consultorias com informações. Mas aposto que se as próprias redes sociais não fizerem isso, outras empresas sairão na frente e se beneficiarão dessa oportunidade.
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